Brasil - Terça, 17 Janeiro 2017

O Jipe de Marte da NASA Vai Ficando Mais Esperto com a Idade

traduzido por Luis Gabriel

23 MAR 2010 -    PASADENA, Califórnia - O Jipe Explorador de Marte Opportunity, agora no seu sétimo ano em Marte, ganhou uma nova capacidade de fazer suas próprias escolhas sobre fazer observações adicionais de rochas que sobressaem na chegada a um novo local.

 O software enviado este inverno é o exemplo mais recente da NASA poder aproveitar a imprevista longevidade dos exploradores gêmeos de Marte para realizar test drives marcianos dos avanços conseguidos na autonomia robótica para as futuras missões.

Agora, o computador do Opportunity pode examinar as imagens que a sonda captura com sua câmera grande angular de navegação após um deslocamento, e reconhecer as rochas que atendam aos critérios especificados, como forma arredondada ou cor clara.  Ele pode então centralizar sua câmera panorâmica de ângulo estreito sobre o alvo escolhido e tirar várias imagens através de filtros coloridos.

"É uma maneira de obter algum bônus científico", disse Estlin Tara do Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, Califórnia. Ela é piloto do jipe marciano, membro sênior do Grupo de Inteligência Artificial do JPL e líder de desenvolvimento para este novo sistema de software.

O novo sistema é chamado de Exploração Autônoma para Obtenção Científica Ampliada, ou AEGIS (sigla em inglês).  Sem ele, o acompanhamento das observações dependem de primeiro transmitir as imagens da câmera de navegação pós-deslocamento para a Terra de forma que os operadores de terra busquem por objetivos de interesse para examinar no dia seguinte.  Por causa de restrições de tempo e volume de dados, a equipe do Jipe pode optar por conduzir o robô novamente antes que alvos em potencial sejam identificados ou antes de examinar os alvos que não são mais prioritários.

As primeiras imagens tomadas por umm Jipe marciano escolhendo o seu próprio objectivo mostra uma pedra do tamanho de uma bola de futebol, marrom na cor e textura em camadas.  Parece ser uma das pedras atiradas para fora da superfície quando um impacto cavou uma cratera nas proximidades. O Jipe Opportunity apontou sua câmera panorâmica para esta pedra sem nome, depois de analisar uma foto grande angular tirada pela câmera da sonda de navegação ao final de um deslocamento em 4 de março.  O jipe Opportunity decidiu que esse rochedo em particular, dos mais de 50 na foto da câmera de navegação, melhor satisfazia os critérios que os pesquisadores tinham estabelecido para um alvo de interesse: grandes e escuros.

 "Ele encontrou exatamente o alvo que nós queríamos encontrar", disse Estlin.  "Esta verificação foi exatamente como havíamos planejado, graças ao trabalho de muitas pessoas, mas ainda é surpreendente ver o jipe Opportunity realizar uma nova atividade autônoma, após mais de seis anos em Marte."

O jipe Opportunity pode usar o novo software em pontos de parada ao longo de um deslocamento de um só dia ou no final do dia.  Isso lhe permite identificar e analisar os objetivos de interesse que de outra forma poderiam ser perdidos.

"Passamos anos a desenvolver esta capacidade em robôs de pesquisa na Yard Mars aqui no JPL," disse Estlin.  "Seis anos atrás, nós nunca esperaríamos ter uma chance de usá-la no Jipe Opportunity."

Os desenvolvedores anteciparam que o software será útil para instrumentos com campo de visão mais estreito nos futuros jipes.

Outras atualizações de software no Opportunity e em seu gêmeo Spirit, desde o primeiro ano dos jipes em Marte melhoraram outras habilidades. Estas incluem a escolha de um percurso em torno de obstáculos e calcular quanto falta para o braço do jipe tocar uma rocha. Em 2007, os dois jipes ganharam o know-how para analisar conjuntos de imagens do céu e então  determinar quais mostram nuvens de poeira ou rodamoinhos, e só então  transmitir as imagens selecionadas. O carregamento do novo software deu um passo adiante, permitindo ao jipe Opportunity tomar decisões sobre a aquisição de novas observações.

O software AEGIS permite que os cientistas alterem os critérios utilizados para a escolha de alvos potenciais. Em alguns ambientes, rochas que são escuras e angulares podem ser alvos de maior prioridade do que as rochas leves e arredondadas, por exemplo.

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